Resenhando: Não Conte a Ninguém

“Poderia tentar argumentar que aquilo não era possível. Mas não foi um sonho. Eu tivera sonhos em que Elizabeth estava viva. Vários. Na maioria, eu simplesmente aceitava aquilo como uma breve visita do além (...). Sabia perfeitamente o que era um sonho. O que eu vira no computador não era um deles. Nem havia sido um fantasma"


   A história do livro começa quando e-mails anônimos chegam para o Dr. Beck com charadas que só ele e sua esposa morta sabem decifrar, e isto faz com que ele acredite que ela ainda está viva. A partir disso ele começa a correr atrás do que realmente aconteceu 8 anos atrás e muitos fatos que estavam ocultos começam a ser desvendados. Enquanto isso a polícia investiga dois corpos que foram encontrados nas proximidades do local do crime onde supostamente a esposa de Beck teria morrido, ressurgindo novas perguntas. Beck se torna o principal suspeito do assassinato da esposa e precisa correr contra o tempo para provar sua inocência.
   

“Nosso relacionamento havia resistido a muitas barreiras. Eu me perguntava se ele conseguiria sobreviver à verdade. Ou melhor, às mentiras não contadas.” 


    Harlan Coben traz em "Não conte a ninguém" mistérios sobre segredos, mentiras, saudade e esperança. Um livro que a cada capítulo te surpreende e só te faz largá-lo quando está na ultima página. É um livro muito gostoso de ler possui texto objetivo e narrativa ágil. SUPER RECOMENDO

Avaliação: 5 estrelas.

ps.: Eu adoro o trecho do prefácio do livro :

"Pequeno perguntou:
- Mas, quando tivermos morrido e partido, você continuará me amando, o amor continua?
Grande abraçou Pequeno carinhosamente enquanto contemplavam a noite, a lua na escuridão e as estrelas brilhantes.
- Pequeno, olhe as estrelas, como brilham: algumas já morreram faz tempo. Mas elas continuam brilhando no céu noturno, para você ver, Pequeno, que o amor, como a luz das estrelas, nunca morre..."

DEBI GLIORI
em NO MATTER WHAT
( "Aconteça o que acontecer" )

Conversando com Autores: Enderson Rafael

Oi gente linda :)
Hoje o Conversando sobre autores na verdade vai ser Conversando com o autor :D. E o convidado é o autor Enderson Rafael, comissário de vôo e Redator publicitário. Dentre as suas obras estão os livros ''Todas as estrelas do céu'' e ''Três Céus''
Você pode saber mais aqui: Enderson Rafael


Vamos à entrevista!


1) Vi no seu site que você se dedica a duas paixões: a escrita e aos aviões. É difícil conciliar as duas?

É, e não é. Quando eu trabalhava como redator publicitário, eu passava o dia todo escrevendo anúncios, roteiros, outdoors... Então eu chegava em casa e não tinha o menor pique pra escrever literatura. Na aviação, é bem diferente. Passo o dia trabalhando e estudando coisas que nada têm a ver com o universo literário, ao mesmo tempo que me alimento de situações, cenários e cultura que enriquecem meu repertório. Logo, embora não sobre muito tempo livre, quando o tenho, fica muito mais fácil e delicioso escrever meus livros.

2) Sabemos que apesar dos grandes esforços dos autores e da colaboração de muitos leitores e blogueiros, ainda há muito preconceito em torno da literatura brasileira. Foi difícil conseguir a publicação dos seus livros e obter reconhecimento?

Eu ainda estou relativamente no começo, então não só foi como ainda é difícil. Apesar de ter escrito meu primeiro romance há quase 13 anos, ele só foi publicado em 2010. Então, é uma coisa de cada vez. Acho que, antes de vencer o preconceito dos leitores, precisamos vencer o das editoras. Tive duas que acreditaram no meu trabalho, primeiro a Novas Ideias com "Propaganda e Marketing para vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes" em 2006 e "Todas as estrelas do céu" em 2010 - e que ainda que seja uma editora focada em design, apostou no meu romance. Agora, a Gutenberg, que não só acredita em mim - lançando meu segundo romance, "Três Céus" - como em muitos outros autores nacionais ótimos, incluindo Clarissa Correa, Rafaella Vieira, Douglas MCT, Felipe Castilho, Leila Rego, além do grande sucesso que é a Paula Pimenta. É um privilégio estar numa editora que aposta alto na literatura nacional, pois não são muitas as editoras que estão trabalhando dessa maneira. Temos ótimas editoras brasileiras que praticamente só publicam autores estrangeiros, e embora estejamos ganhando espaço nas livrarias aos poucos, ainda temos um longo caminho pela frente. Na verdade acredito que se um autor nacional receber o mesmo investimento em promoção e distribuição que um autor estrangeiro da mesma qualidade, conseguirá resultados equivalentemente expressivos. O preconceito do leitor, pra mim, é puramente casual. O livro nacional simplesmente não tem chegado nele com a mesma força que os estrangeiros. Sem contar, claro, que acredito muito que seja limitado da nossa parte pensar o mercado editorial como sendo só o Brasil. Temos que parar de apenas importar literatura e passar a exportar também, o que com certeza valorizará esse autores ao mesmo tempo aqui dentro. A literatura brasileira tem grandes nomes traduzidos para diversos países, mas proporcionalmente, ainda é desprezível mundialmente falando. Uma consequência disso é que boa parte de nossos países vizinhos tem pelo menos um Nobel de Literatura. Nós nunca passamos nem perto.      

3) Ainda no contexto da pergunta anterior, você está envolvido em um projeto de divulgação da literatura nacional. Como surgiu essa ideia e como exatamente funciona esse projeto?

O Novas Letras surgiu da ideia de tirarmos proveito do grande trunfo do autor nacional: a proximidade com os leitores. Vemos eventos de livros estrangeiros que lotam sem que sequer o autor esteja presente, então pensamos em fazer algo parecido, mas podendo ter essa troca pessoalmente com nossos leitores. Fazem parte do grupo eu, Leila Rego ("Amigas Imperfeitas", Ed. Gutenberg),  Fernanda França ("Malas, Memórias e Marshmallows" Ed. Rai), Patrícia Barboza ("As MAIS" Ed. Verus) e Tammy Luciano ("Garota Replay", Ed. Novo Conceito). Nos anos de 2010 e 2011 realizamos dezenas de bate-papos e palestras em livrarias em várias cidades e regiões do Brasil, incluindo as Bienais de SP, RJ, PE, além de partiparmos de feiras como Poço de Caldas e São José dos Campos. Uma das consequências indiretas desse projeto maravilhoso foi justamente termos conseguido publicar nossos novos livros, o que tem nos tomado bastante tempo de divulgação individual, e desde dezembro que não fazemos um encontro. Mas pudemos nos encontrar e conversar agora na Bienal, e foi ótimo! 

4) De onde sai a inspiração para escrever?

De tudo. Eu vejo o escritor como um profissional cognitivo: nós observamos o mundo e o reordenamos de uma maneira diferente e interessante, de forma a cativar a atenção de nossos leitores e convidá-los para refletir sobre temas dramas, paixões, medos. No meio tempo, você vive a vida dos personagens, se aventura com eles, se diverte e sofre também. E claro, aprende, assim como nós aprendemos muito escrevendo. E não pense que escrever é muito diferente de ler: nós também ficamos curiosos para saber o que vai acontecer no próximo capítulo!

5) Qual livro foi mais gostoso de escrever? Solta um trechinho pra deixar a gente na curiosidade.

Todos foram, cada um com sua peculiaridade. O "Propaganda e Marketing" era muito natural, uma conversa com o leitor sobre propaganda, faculdade, a vida em geral. Foi muito divertido. "Todas as estrelas do céu" foi meu primeiro romance, então foi um livro mais intuitivo, em que eu não dominava tão bem as técnicas da narrativa, mas que tinha um enredo valioso. "Três Céus" foi mais malicioso, proposital, eu pude expôr opiniões, homenagear amigos, surpreender o leitor, tudo com muito mais propriedade e usando o universo riquíssimo da aviação como pano de fundo, um tema que fascina a mim e a muita gente também, além dos meus grandes aliados: os cenários. O grande desafio dessa vez está sendo escrever meu próximo livro, "Alba", narrado em primeira pessoa. Ele tem uma história visceral, vista pelo filtro dos humores do protagonista, que passa por um drama pessoal imenso e viverá grandes aventuras do outro lado do mundo, na Escócia. Um trechinho para deixar vocês na vontade? O livro começa assim: "É curioso como as coisas são. Esta é uma viagem que qualquer pessoa amaria fazer, e aqui estou eu, na bela capital das Highlands, pelos motivos errados.''

Resenhando: Santos Dumont - Voar é Para Todos

      Livro: Santos Dumont - Voar é para todos
      Editora: Viajante do Tempo
      Autores: Regina Gonçalves e Regis L. A. Rosa
      Avaliação: 4 estrelas

          Devo confessar que não imaginei que fosse gostar tanto do livro. É muito fofo. Como eu não sou muito chegada a história e o livro trata basicamente da história da aviação, não estava a animação em pessoa, mas resolvi me aventurar em outros estilos. E, adivinhe só? A Regina Gonçalves (da Editora Viajante do Tempo, nossa parceira) em conjunto com Regis L.A. Rosa fez um trabalho maravilhoso, transformando não só a história da aviação em algo leve e descontraído, como inseriu um romance e célebres profissionais da arte e de outros ramos diversos.
        O livro começa quando Caio Zip, um viajante do tempo, se descobre na Paris de 1909, tendo que salvar a vida de uma aviadora, ele logo conhece Santos Dumont, Clement-Bayard e vários outros. Caio não só tem a oportunidade de se tornar assistente de Santô (como os franceses o chamam), como consegue presenciar vários eventos, como o balé russo, a apresentação de Isadora Duncan, conhece Freud, Matisse, participa da Semana de Aviação e durante todo esse trajeto ainda sofre dos problemas que a viagem no tempo lhe causa, o mesmo acha que não consegue aproveitar o seu presente, além de se envolver romanticamente com Valquíria. 

         Caio, portanto, presenciou um ano magnífico na França, onde realizou-se grandes descobertas, a aviação avançou notoriamente, graças aos esforços de Santos Dumont, Blériot, Curtiss (americano, vem a Paris na Semana de Aviação), Voisin e muitos outros. Todos tiveram seu aspecto de sacrifício, sofreram acidentes e, sobretudo, nunca deixaram de sonhar (Voar é para Todos), por isso temos o que temos hoje. Parabéns para os autores, por um trabalho tão minucioso e bem pesquisado. E, vocês leitores, não deixem de conhecer sobre o herói Santos Dumont, vale a pena! Tem  até uma surpresa agradável no final :)
Um trechinho: "Da escuridão surgia uma mulher vestindo uma túnica azul escuro. Com os braços nus erguidos e pés descalços, rodopiava como se estivesse a evocar a energia da natureza. Tudo era revelado como movimento das ondas, do vento, de tudo que tivesse sido consagrado pelos deuses do Olimpo. Dos seus ombros escorregava uma longa echarpe transparente a bailar como aquela sacerdotisa dos tempos da antiga Grécia."

Resenhando: Fallen

Livro: Fallen (série Fallen, livro 1 )
Autora: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 401
Avaliação: 4 estrelas

Porque, apesar das críticas negativas, eu adorei o livro :)

Sinopse: Há algo estranhamente familiar em Daniel Grigori. Misterioso, ele captura a atenção de Luce Price desde o momento que ela o vê em seu primeiro dia no reformatório Sword & Cross, em Savannah, Georgia. Ele é o único brilho em um lugar onde celulares são proibidos, os outros alunos são toscos e câmeras de seguranças acompanham todos os movimentos. Mesmo que Daniel não queira nada com Luce, e faz com que isso fique bem claro, ela não consegue deixar pra lá. Atraída por ele como uma mariposa é atraída por uma chama, ela tem que descobrir o que Daniel está tão desesperado pra esconder, mesmo que isso possa matá-la.

    Bom, depois de mais de dois anos tendo Fallen na lista dos desejados, mas sempre dando prioridade a outros livros, decidir ler o e-book. E não me arrependo.
   O livro conta a história de Lucinda Price, uma garota de 17 anos que vê sombras que a atormentam desde pequena. E é exatamente um acidente as envolvendo e que acarreta na morte de um amigo de Luce que muda o curso de sua vida e a faz ser mandada para o reformatório Sword & Cross, onde acontecimentos e pessoas mudarão completamente sua visão da realidade.

'' Ela pode sentir o sangue arranhar suas têmporas. Acontecia sempre que ela tentava pensar voltar - realmente voltar - àquela noite. Ela nunca parou de se sentir culpada com o que havia acontecido a Trevor, mas ela também tentava duramente não ficar atoladas nas sombras que, por agora, eram a única coisa que ela se lembrava do acidente. Aquela escuridão, as coisas indefinidas que ela nunca poderia contar para ninguém. ''

    Logo na chegada, ela conhece seus futuros colegas e logo traça sua opnião sobre cada um deles. Só que nem tudo é o que parece e é ao decorrer da estória que ela saberá em quem realmente pode confiar.
    O que chama mais sua atenção é o lindo e misterioso Daniel, que mesmo fazendo de tudo para afastá-la, só consegue fazer com ela se interesse e se sinta cada vez mais atraída por ele. Assim, Luce se vê rodeada de pessoas intrigantes e mistérios, estes que começarão a ser entendidos a partir do momento em que ela descobre que Daniel, na verdade, é um anjo caído (daí o nome, Fallen).

'' Ela ficou de pé na pedra para der uma olhada melhor. Tudo que ele estava fazendo era chacoalhar a água de sua cabeça molhada, mas um verniz de gotinhas parecia pairar sobre ele, do lado de fora dele, desafiando a gravidade em uma grande amplitude ao longo de seus braços.
  Do jeito que a água brilhava na luz solar, quase parecia que ele tinha asas.''

    A capa é linda *-*, a narrativa em terceira pessoa e de fácil compreensão (ainda prefiro em primeira!) prende o leitor da primeira à ultima página e tem como foco principal o amor entre Luce e Daniel, que luta para sobreviver em meio a um confronto que já dura séculos.
   A única razão para eu não ter gostado 100% do livro foi o fato de que os personagens secundários não foram explorados como deveriam. Acho que Cam, Arriane e Gabbe mereciam mais destaque já que tinham bastante potencial para isso. Não desgostei tanto do final porque acredito que os espaços vazios serão preenchidos ao decorrer da série (eu espero! kk).
    A Disney já comprou os direitos para a adaptação cinematográfica de Fallen e o ator cotado para interpretar o protagonista Daniel é Liam gatolindoemaravilhoso Hemsworth.

P.S. Só tenho uma coisa a dizer sobre o comentário da P.C. Cast (House of Night) na capa do livro: Se ela acha que Fallen é sexy, com certeza não leu a Irmandade da Adaga Negra! :)

Na Minha Estante... #3

O "Na Minha Estante..." de hoje vai mostrar para vocês o cantinho que a Jéssica, nossa parceira do blog Fofocas Literárias, guarda os livros dela!!




Adorei!! cheia de livros ótimos  
inveja mode on  rsrsr
Babei na coleção Harry Potter!



Subdividindo para melhor visualização a parte superior da estante da Jéssica. Que organiza do jeito que ela entende, assim como eu!
Amei as pelúcias *o*




A série House of Night no centro da parte inferior da estante. Lindo!
Parabéns Jéssica pela estante e espero que ela continue cresçendo.









Você também pode participar enviando fotos da sua estante para nós!

Resenhando: Julieta Imortal


"Ela lutará pela luz, e ele pela escuridão.
Lutando por séculos pela doce centelha do amor.
Sempre que duas almas se amarem de verdade, vocês os encontrarão.
A corajosa Julieta, e Romeu, o desertor."


O livro conta a historia de Julieta Capuleto, que depois de ser assassinada por Romeu para sua imortalidade, acaba tambem se tornando imortal e lutando pelos Embaixadores da Luz. Julieta tem de encontrar almas gêmeas e fazê-las ficarem juntas, e Romeu  que parte dos Mercenários do Apocalipse, tem como objetivo impedir que isto aconteça fazendo com que uma das almas gêmeas mate o outro. Em uma de suas missões Julieta encarna Ariel e conhece Ben, que provavelmente é a alma gêmea de Gema, a melhor amiga de Ariel. O problema é que Julieta e Ben acabam se apaixonando, mas isso se torna um amor impossível, afinal, como os dois podem ficar juntos sendo que não são almas gêmeas? E mesmo se fossem, como ela poderia amar novamente depois de ser traída por seu primeiro amor? E Romeu vai se conformar que Julieta ame novamente alguém que não é ele?

“O amor não julga e acredita que algumas vidas, ou histórias de amor, sejam mais valiosas do que outras. O amor não usa as pessoas e as joga fora. Ele é infinito e nos torna pessoas mais fortes, mesmo quando a pessoa que amamos já se foi.”


O enredo é interessante apesar de confuso em certos momentos (precisei voltar páginas algumas vezes para entender bem o que estava acontecendo) não se pode negar que Stacey Jay foi corajosa para transformar tão radicalmente um clássico da literatura, aquela que talvez seja a história de amor mais famosa de todos os tempo. Na minha opinião, um clássico é um clássico e deve ser imaculado, não se deve fazer alterações nele.

Avaliação: 3 estrelas

Resenhando: Maldosas

         Livro: Maldosas (PLL #1)
            Autora: Sara Shepard
            Editora: Rocco
            Avaliação: 3 estrelas
          Eu sempre gostei de um bom mistério... Assistindo a série Pretty Little Liars sempre tive curiosidade em ler os livros, porque imaginava: se a série é tão boa, imagina o livro? Então, num esforço tremendo baixei os e-books e comecei a leitura. Todo o mistério de A é realmente uma coisa fantástica e no começo do livro há sempre uma retrospectiva para o ponto em que a Alison sumiu. A estória se passa entre 4 ex-melhores amigas: Spencer Hastings, Emily Fiels, Aria Montgomery e Hannah Marin. Três anos após o súbito desaparecimento de Ali, as quatro começam a receber mensagens esquisitas de alguém que se identifica apenas como A e sabe de todos os seus respectivos segredos, coisas que apenas Ali sabia. 
           As quatro começam a imaginar que Ali ainda esteja viva e por alguma brincadeira de mau gosto, típica da mesma, quisesse infernizar a vida delas. Porém, quando o corpo de Ali é encontrado pela polícia, o jogo realmente começa. A é um verdadeiro manipulador. 
           Bom, como eu ia dizendo no começo, a estória tinha tudo pra ser ótima, a não ser porque os livros tem pouco conteúdo (sinceramente, dois livros poderiam ser resumidos em um, muito melhor), as personagens tão legais que você vê na série não são assim no livro. Hannah é uma patricinha fútil e complexada, demonstrando seu lado mais carinhoso pouquíssimas vezes. Spencer é muito ciumenta, principalmente no que diz respeito a Melissa que sempre faz questão de apagar o brilho da irmã. Aria tem alma de artista, porém nunca sabe o que fazer, quem namorar, o que realmente é, o que gosta. Emily é tãaaaaaaaaaaao melosa, bem mais do que na série, queria ver ela encarar alguém de frente ou pelo menos tentar se descobrir melhor, eu imagino que não deve ser nada fácil passar pela busca de identidade que ela passa no livro, porém não me conformo, esperava personagens mais decididas, mais inteligentes. A estória toda é um nível diferente de Gossip Girl, um pouco mais assassina. Esse exagero de futilidade não me desce, mesmo. É como se todos os personagens vivessem numa ilha de riqueza e luxo e o menor problema não pode ser encarado de frente, sinceramente... Talvez seja por isso que eu goste mais da Aria, pois é ela que menos se importa com essa parafernália toda. O motivo pelo qual eu gosto da Spencer é porque ela não deixa que a Ali a domine, como as outras tão claramente deixam, ainda acredito que ela é uma personagem forte. 

           Outra coisa que não me desce é o seguinte: porque todos tem que fumar? Nada contra quem fuma, mas todos sabemos que isso não é legal e não contribui em nada com a estória, é um detalhe desnecessário. A estória é boa, difere da série em alguns pontos, mas nesse primeiro livro é quase igual. Esse eu já risquei da minha lista de desejados, embora a escrita da Sara Shepard seja legal e até te prender em busca de solucionar esse quebra cabeça. Eu até recomendo, pra quem gosta desse tipo de personagem, eu no momento não gosto, mas continuo lendo os próximos, esperando a hora que elas vão cair na real. Até dá para entender mais a mente de A e ele é bastante ofensivo no livro. 

           Enfim, o livro é bom, mas não tanto quanto eu esperei, talvez tenha sido por causa da expectativa ou porque eu já assisti a série antes, então tirem suas próprias conclusões. Minha avaliação é 3 estrelas. Pelo menos a capa é bonita!