Dica de Filme #2 - Mama

Oi pessoas lindas :D
Hoje venho aqui indicar mais um filme pra vocês. Talvez muita gente não goste de filme de terror, mas mesmo assim arrisco a tentativa.


Quando o pai de Victoria e Lilly mata a mãe das garotas, as crianças fogem assustadas para uma floresta. Durante cinco anos, ninguém tem notícia do paradeiro delas, até o dia em que elas reaparecerem, sem explicarem como sobreviveram sozinhas. Os tios das duas, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e Annabel (Jessica Chastain) adotam Victoria e Lilly e tentam dar uma vida tranquila às duas, mas logo eles percebem que existe algo errado. As duas conversam frequentemente com uma entidade invisível, que chamam de "Mama". Lucas e Annabel não sabem se acreditam nas meninas, ou se devem culpá-las pelos estranhos acontecimentos na casa.





Mama é um filme que estreou há pouco tempo nos cinemas brasileiros e eu estava com muitas expectativas à respeito dele. Apesar de algumas coisas, posso dizer que ele as cumpriu bem. Possui uma fotografia muito bonita, ótimas atuações e, para pessoas de coração fraco como eu, muita emoção.

O que ficou faltando realmente foi o terror que o filme promete. Consegui ficar um pouco tensa apenas no começo, mas não cheguei a me assustar de verdade em nenhum momento.


O que mais me marcou com certeza foi a relação de Annabel (Jessica Chaistain, que estava linda como sempre) com Lily e Victoria. Mas não vou me aprofundar nisso porque realmente quero que vocês assistam.

Fica aqui o trailer :D

Resenhando: Extraordinário


Livro: Extraordinário
Autor: R. J. Palacio
(virou moda abreviar o nome assim? Tipo J. K. Rowling, E. L. James, J. R. Ward etc)
Editora: Intrínseca
Avaliação: 4 estrelas 
(me chamem de sem coração, HAHA)
August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.


Tenho certeza que a mensagem do livro é linda, ele não forçou em nenhum momento algo apelativo, o modo e os recursos literários utilizados pela autora são realmente muito interessantes (algo que eu descreverei lá embaixo), porém deixo logo meu mas, faltou algo. 

A mensagem do livro é clara e simples, isso você pode detectar na sinopse e ele nenhum momento te leva para outra direção a não ser o preconceito e discriminação da ditadura da beleza, de tal forma exagerada que prejudica até uma criança, em sua inocência, apenas porque esta é, - utilizando as palavras do próprio livro - "deformada". Isso te faz refletir o quanto você não já olhou para alguém feio e julgou, o quanto você não já viu alguém com alguma síndrome ou doença que deixa sequelas e não quis tocar nem chegar perto, o quanto você julga. Digo isso porque eu já pensei em alguns momentos algo do tipo, não que me orgulhe disso, mas todo mundo pensa e é justamente o que August diz em uma passagem muito interessante do livro:

(...) E, depois dos primeiros dias, notei que eu tinha virado notícia, porque de vez em quando via uma criança cutucando o braço de um amigo enquanto passavam por mim, ou cochichando por trás da mão quando eu cruzava com elas. Posso imaginar o que diziam ao meu respeito. (...)
Não que elas fizessem por maldade. (...) A verdade é que, se de repente um Wookiee começasse a frequentar a escola, eu também ficaria curioso e provavelmente olharia um pouco para ele! E, se eu estivesse andando com o Jack ou com a Summer, talvez cochichasse: "Olhe ali o Wookiee."
Então digamos que esse é um livro que nos faz enxergar as coisas de outra forma, mostrar como é a visão da criança em si e de outras pessoas próximas. Outro ponto positivo foi justamente este, a autora narrou a história em várias versões, temos não só a visão de August (que narra a maior parte), como também a de sua irmã, de seus amigos, do namorado da irmã e de uma amiga dela. Isso enriquece muito o texto, de uma forma especial, porque podemos ver o quanto o amor e a amizade podem lutar e sofrer e ter seus momentos de fraqueza, como é a reação de quando alguém conhece Auggie, dentre outros. 

Neste aspecto, devo frisar que é notável a mudança de personalidades entre um narrador e outro, a autora não esconde aspectos um tanto desagradáveis e até faz questão de mostrá-los, o que foi algo muito positivo.  Por exemplo, na parte narrada por Justin, a autora usa um recurso mais pontuado e sem letras maiúsculas dando a entender uma mente mais bagunçada, que combinou muito com a pessoa a que se referiu. 

Depois de tantos elogios, você poderia me perguntar: 
- Então, o que faltou? 
Eu diria que faltou uma parte narrada por quem não gosta, por quem sente o preconceito, então o livro seria mais completo no meu entender, ou simplesmente uma atenção maior não só ao Julian, como aos seus pais, que são mentes um pouco doentias. 

O final do livro foi muito bom, passou a mensagem certa, simples e tocante, porém não me fez chegar aquele ponto do choro ou algo do tipo, foi bastante enriquecedor e eu recomendo sim. Só acho que vocês devem fazer uma leitura bastante consciente, para evitar o "foi só isso?" igual ao que me aconteceu, isso se chama excesso de expectativa. 

E ficar lá era horrível no começo. Cada aula nova era uma nova oportunidade de as crianças "não olharem" para mim. Elas me espiavam por trás dos cadernos quando eu não estava olhando. Evitavam esbarrar em mim a qualquer custo, dando a volta e pegando o caminho mais longo, como se eu tivesse algum tipo de germe que elas pudessem pegar; como se meu rosto fosse contagioso.

Antes de acabar, queria dizer que achei fantástica as referências a livros atuais e outros mais clássicos, como Guerra e Paz, Diário de um banana (que bom que eu já tinha lido o que ele comentou), o Hobbit, Nárnia etc.

Terminei de ler Guerra e Paz em outubro. É maravilhoso. As pessoas acham que é uma leitura difícil, mas é só um enorme romance, repleto de personagens que se apaixonam, brigam por amor, morrem por amor. Quero me apaixonar desse jeito um dia. 


Abro um espaço para dizer que Auggie é, realmente, Extraordinário, sensível, inteligente e uma pessoa muito boa, engraçada e legal.

Beijos,


O Que Rola Lá Fora #Abril



Oi gente =D Quanto tempo hein .. Gostaria de primeiramente pedir, mais uma vez, desculpas aos nossos queridos leitores pelo  "abandono" do blog. O fim de período foi puxado mas já estamos de volta a ativa então vamos ao que interessa!!!!

Esses foram os lançamentos internacionais  de Abril :


*O* pulos e gritinhos por Walking Disaster 



Só eu que amei essa capa de Life After Theft??


Então gente o que acharam? Qual desses vocês querem que seja publicados aqui no Brasil?




Divulgação: A outra Face do Desejo

Olha eu aqui trazendo novidades para vocês =D

Dia 07 de Maio vai acontecer o lançamento do livro A outra face do desejo do Luis Eduardo Matta lá na Livraria Travessa!!! Não Percam!



Confiram a sinopse:
Durante muito tempo, a publicitária Fernanda Soares de Lima, de 36 anos, teve um casamento estável, porém monótono. Quando o marido morre inesperadamente, a redoma de segurança que ela ergueu em torno de si é rompida e emoções há muito tempo adormecidas vêm à tona. A principal é a lembrança da única grande paixão da sua vida, Ricardo, que Fernanda conheceu no nal da adolescência e nunca mais viu desde então. Esse, porém, está longe de ser o maior problema da sua nova fase de vida. Fernanda ainda tem que lutar contra o ódio doentio da sogra, Adelina Figueroa, que arquiteta um plano diabólico para destruir a nora. A situação se agrava quando a melhor amiga de Fernanda é inexplicavelmente assassinada, transformando todos à sua volta em potenciais suspeitos. Em meio ao mistério em torno do crime, Fernanda tem sua vida abalada por uma sucessão vertiginosa de episódios inexplicáveis e aterrorizantes que ameaçam arruiná-la. E enquanto procura desesperadamente entender o que está acontecendo, ela reencontra sua antiga paixão, sem imaginar que ele pode se transformar no seu maior pesadelo. Misturando drama, amor, mistério e suspense, A outra face do desejo é um thriller envolvente que conduz o leitor pelos labirintos dos con fitos existenciais e afetivos até um desfecho surpreendente e assustador.













Resenhando: Ai meu Deus, ai meu Jesus

Oiii Leitores Mais uma resenha para vocês =D

Livro: Ai meu Deus, ai meu Jesus
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Avaliação: 4 estrelas

Sinopse: Em Ai meu Deus, Ai meu Jesus, ele trata de situações e assuntos relacionados a amor e sexo. Em O Amor Esquece de Começar, o autor está casado e apresenta textos de exaltação às mulheres. Em Canalha!, já solteiro, ele faz uma ode à vida da conquista. Em Mulher Perdigueira, fala do começo da relação com sua esposa ciumenta. Finalmente, em Borralheiro, mostra a transformação definitiva de um solteirão convicto em um dono de casa. O livro é roupa de cama: Colcha, lençol e fronha de palavras. Preenchendo os vazios da cama, moldando as performances, detalhando os sentimentos, cobrindo e descobrindo o sexo. O encontro dos amantes, a rotina dos pais, a euforia do início do casamento, a negação do amor. Ao dissecar como ninguém a natureza da alma feminina, mais uma vez Carpinejar escancara a porta do quarto e trepa na nossa cara. Sem pudores, sem medo de se entregar e de ser visto. O que importa é aquele momento, seu significado, desdobramentos, motivos e inquietações.
Conheci esse autor através de um amigo e já  havia lido algumas crônicas  na internet na primeira oportunidade que tive não hesitei e comprei um livro dele para conheço-lo melhor e não me arrependi.

" E toda mulher vive de dúvidas, toda mulher é uma pergunta.Uma insaciável pergunta"

Esse livro é composto por 91 crônicas sobre sexo, amor e a vida conjugal. Carpinejar consegue mesclar momentos de  muito humor, algumas verdades incontestáveis e momentos de  reflexão. Gostei bastante das crônicas  o autor tem um jeito de escrever fluido e bem elaborado. As crônicas de sexo não são vulgares mesmo algumas contendo palavrões. Um ponto interessante é que algumas crônicas descrevem um pouco sua vida de casado.

"Você mentirá varias vezes que nunca o amará de novo e sempre amará , absolutamente por que não tem nenhum controle sobre o amor"

A pesar de generalizar um pouco o homem, a mulher e  casais esse é um daqueles livros em que vamos lendo e ao mesmo tempo afirmando com a cabeça, parei várias vezes para refletir sobre o que tinha lido e várias outras vezes sorrindo lembrando que algo parecido tinha acontecido comigo. Parece que o autor está conversando com você. rsrs A editora também fez um ótimo trabalho capa é muito bonita e a diagramação perfeita com pequenas ilustrações nas páginas. Com certeza recomendo!!



Livros em série #2: Feios

Quaaaaaaaaaaaaanto tempo eu não fazia isso... No comecinho do blog eu fiz sobre Dexter e depois abandonei a coluna, mas como ainda não tinha resenhado o primeiro volume de Feios e já fazia tempo que eu tinha lido, resolvi fazer a resenha da série completa, enfim, terminei Extras hoje e tenho algumas coisas para compartilhar com vocês! 

*Pode conter spoilers*

Livros: Feios, Perfeitos, Especiais, Extras
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera
Avaliação da série: 4 estrelas

Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.


Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado. Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.




Circunstâncias especiais. As palavras dão arrepios a Tally desde seus dias como uma repugnante e revoltada Feia. Naquela época, especiais eram um boato sinistro - assustadoramente bonitos, perigosamente fortes, chocantemente rápidos. Perfeitos comuns podem viver uma vida inteira sem conhecer um especial. Mas Tally nunca foi comum. E agora ela se tornou um deles: uma super máquina de combate, construída para manter os feios humilhados e os perfeitos idiotas. A força, a velocidade, e a clareza e foco de seus pensamentos é a melhor coisa que Tally consegue lembrar. Na maior parte do tempo. Uma pequena parte do seu coração ainda se lembra de algo mais. Mesmo assim, é fácil ignorar isso - até Tally oferecer-se a acabar permanentemente com os rebeldes de New Smoke. Tudo se resume a uma escolha: escutar seu coração ou realizar a missão para que foi programada. De qualquer jeito, o mundo de Tally nunca mais será o mesmo.

No quarto livro da série, A Era da Perfeição ficou no passado. A libertação promovida graças aos esforços de Tally Youngblood deu fim a uma cultura onde a beleza e as modificações cerebrais, que transformavam todos em avoados, eram a base do sistema. Nesse novo mundo onde Aya Fuse — não apenas uma Feia de 15 anos, mas uma Extra — tenta sobreviver, existe uma coisa muito mais importante e poderosa do que a beleza: a fama. Ocupando o 451.611º lugar em uma tabela que mede a popularidade das pessoas, Aya é só uma Extra nesse complexo sistema social. Mas a descoberta de um grupo de misteriosas meninas que se arriscam a surfar em trens magnéticos pode ser a oportunidade perfeita para alcançar o seu lugar no topo. Uma matéria tão boa que irá despertar o interesse de todo mundo, incluindo alguém há muito desaparecido.




O post já começou bonito pelas capas mais que perfeitas dessa série <3. Não encontrei erros que eu me lembre de ortografia ou impressão borrada nesses livros, como eu encontrei facilmente em outros da mesma editora.

De uma maneira geral, o tema abordado é bem interessante e essa foi uma distopia com um rumo totalmente original e relevante. Não vou negar que no começo do primeiro livro, a leitura não flui muito rápido e há horas um pouco maçantes, mas a partir da página 80, por aí, Scott consegue dar um rumo legal para a história. O segundo e terceiro livros pegam um ritmo bem mais rápido de leitura. 

No primeiro livro, tudo o que Tally sonha ser é uma perfeita. Na cidade dela, ao fazer 16 anos você passa por uma operação que te deixa perfeito, isso mesmo, a pessoa fica bonita. Bonita e fútil, ao meu ver. Tudo o que eles mais se preocupam é com as festas que irão no outro dia e que roupas vão usar. Porém, há um sistema de governo instigante por baixo de tanta perfeição. Quando Tally conhece Shay, antes que as duas sejam operadas (elas nasceram no mesmo dia), encontra uma amiga de verdade, só que as ideias de Shay sobre a Nova Perfeição são um pouco deturpadas e Shay faz de tudo para evitar a operação, de forma que foge. Tally recebe a missão de ir atrás dela e trazer a amiga em segurança para a paz da cidade, só que as coisas não saem bem como o planejado e Tally se envolve cada vez mais com pessoas que têm as mesmas ideias de Shay - não querem passar pela operação. 

"A perda da personalidade - o que definia cada um em seu interior - era o preço a se pagar pela beleza."
O decorrer do enredo envolve traições demais para serem relatadas aqui. Ao descobrir o que se passa realmente em sua cidade, Tally se arrisca para conseguir promover uma cura para seus amigos, daí o ponto onde inicia a nova trama e Tally está de volta à cidade com tudo o que ela sempre sonhou e Shay de brinde.

"Largados à própria sorte, os seres humanos são uma praga. eles se multiplicão sem controle, consomem toos os recursos naturais, destroem tudo em que botam as mãos."

Sobre o segundo livro, acho que foram utilizadas vezes demais a palavra borbulhante. Essa expressão quer manifestar o tamanho da superficialidade dos perfeitos, mas em algumas horas se tornou cansativa, apesar do livro ser melhor que o primeiro. Neste, Tally conhece um novo alguém e deixa a Fumaça para trás, com David e tudo o mais. Ela não se lembra de quase nada do seu passado e conta com a ajuda de seus amigos para entrar num determinado grupo de perfeitos chamado Crim. 

Novos acontecimentos fazem com que Tally se depare uma vez mais com a opressividade da sociedade em que vive e que constate que o sistema não está certo de forma alguma. Quando consegue desafiar uma vez mais esta sociedade, os acontecimentos a derrubam mais uma vez. Uma verdadeira crítica à exaltação da beleza e à futilidade.

Tally se torna um ser desprezível e nos deparamos outra vez com uma expressão marcante: sagaz. Essa, por sua vez, demonstra a superioridade inata de quem passou por essa transformação, com o cérebro modificado a pessoa, ou arma letal, como queira chamar, passa a desprezar todos que não são como ela (isso me lembrou um pouco nossa sociedade, só um pouco). Tally se vê lutando contra si mesma o tempo todo, numa constante luta pela superação de seus sentimentos de nojo e superioridade. Outra vez, ela precisa lutar contra o mundo. 

"A decisão tinha a ver com quem Tally Youngblood era por dentro, fosse feia, perfeita ou especial..."
Especiais nos mostra como o ser humano pode ser realmente destruidor e só pensar no proveito próprio ou justificar tudo o que ele faz afirmando que é para um bem maior. A série findaria nesse livro, porém Scott decidiu dar um outro rumo e criar um novo final, apesar de eu ter achado o do terceiro bastante bom. 

"Acho que as às vezes a pessoa tem que mentir para descobrir a verdade."

Em Extras, a narradora não é mais Tally Youngblood e sim Aya Fuse. Aya vive no período pós-libertação, onde o sistema que vigora não é mais o da beleza e sim o da fama (grande mudança, a meu ver!). Aya precisa arranjar uma reportagem que a deixe realmente famosa, fazendo com que ela deixe de ser uma figurante, uma extra.  

Scott critica intensamente este outro aspecto da sociedade e você consegui sentir a ironia nas entrelinhas. No estilo da leitura, essa foi mais lenta do que os dois livros anteriores, porém um pouco mais fácil do que a do primeiro livro. Demora um tempinho para avançar, mas quando você pega o ritmo vai até o fim. 

Muita gente que lê o primeiro livro ou o abandona ou desiste dessa saga, eu fui uma das que gostou e decidiu continuar. Acho que ela merece realmente uma chance, por ser um livro que te faz pensar muito sobre a que ponto podemos chegar e a que ponto nós já chegamos. Há também muitas referências à época de destruição, armas biológicas e bombas. 

O tema poderia ter sido um pouco melhor explorado e algumas coisas muito nerds, um pouco mal explicadas, mas eu realmente recomendo e deixo uma avaliação de 4 estrelas para cada um dos livros. 

Beijos, 




Resenhando: Simplesmente Ana


Livro : Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Avaliação: 4 estrelas


Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.



Simplesmente lindo. É assim que defino esse livro. Desde que li a sinopse me encantei a história, afinal quem não quem nunca sonhou em ser uma princesa? rsrsr E assim que tive a oportunidade não hesitei em comprá-lo.

Ana é uma mineira, universitária de bem com vida, quase apaixonada, vivendo linda e feliz aqui no Brasil com sua mãe quando de repente descobre que tem um pai e que ele é rei de uma pequena nação européia chamada Krósvia. Andrej, rei e pai de Ana, convence a filha, um pouco relutante por ter que deixar faculdade, amigos e seu quase namorado Artur, a passar um semestre com ele e conhecer o outro lado da sua família e recuperar o tempo perdido com a  filha.

Ana é muito bem recebida na Krósvia  tanto pelos familiares quanto pelos empregados. Claro como todo bom conto de fadas tem que ter um príncipe e esse papel ficou com o mauricinho-gostosão-com tatuagem- sexy  Alexander, Alex para os intimos. Alex é enteado do rei e vai ficar encarregado de ajudar Ana com os novos costumes.

"Então ele se aproximou devagar e estendeu o braço em minha direção. Ele vai me tocar! Pensei, excitada demais para o meu gosto"

Entre os personagens o que eu mais gostei foi Alex, como resistir a um cara lindo, educado, inteligente e com um quezinho de bad boy? Gostei da Ana também, mas às vezes ela me parecia meio infantil. Achei que faltou um pouco mais de desenvolvimento da história de pai e filha mas percebi que o foco era no romance por isso relevei. O enredo do livro é simples e empolgante daqueles que te prende e é narrado pela protagonista.

" - O que tem debaixo dessa manta? - Quis saber, com os olhos carregados de segundas intenções  - Simplesmente Ana."

Marina Carvalho foi muito muito feliz ao escrever esse livro com citações atuais de pessoas, acontecimentos, músicas e bandas e usando até algumas gírias. Algumas coisas me lembraram O Diário da Princesa da Meg Cabot, talvez por o plot ser parecido, o que pode levar a comparações, mas na minha opinião Ana é muito mais legal que a Mia (Sorry Meg). A Editora também está de parabéns a capa é linda, a diagramação está perfeita e não encontrei nenhum erro. Super Recomendo!