
Livro: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Editora: Sextante
Avaliação: 5 estrelas
Com um
comentário de peso de Stephen King
na capa final do livro, A Passagem é uma estória de vampiros incomuns. Até
porque não são exatamente vampiros e sim uma maquina mortífera criada pelo
próprio homem para ser usada como arma de guerra pelo governo norte-americano.
Como isso foi possível? Um cientista
americano descobre um novo tipo de vírus em uma viagem a Bolívia, esse vírus
provoca o aumento do timo – órgão responsável pela maturação e desenvolvimento
de linfócitos – o que confere um aumento da imunidade geral, porém o efeito
produzido é bem maior, tornando o ser infectado indestrutível e sedento pela
morte. O vírus começou a ser modificado em uma instalação secreta nos EUA, sendo
testado em presos no corredor da morte. Uma versão final do vírus chega a ser
testada em Amy, uma órfã de 6 anos. Enquanto isso, ocorre a quebra de
segurança na agência secreta que provoca um pandemônio e o tão temido
apocalipse. Brady Wolgast, agente do FBI, faz de tudo para proteger Amy
ao mesmo tempo em que a raça humana entra em extinção. E agora, que esperança há para a humanidade?
A passagem retrata muito bem o que a
ambição do homem pode fazer consigo mesmo. É um suspense que te prende, apesar
de bem grandinho – 815 páginas –, mas a leitura flui e você se dá conta de como
podemos chegar aos extremos para sobreviver. Amy é uma personagem
cativante, apesar de muito confusa e aterrorizada (o que não a culpo, pois
virou uma vampira aos 6 anos). Eu indico muito o livro, me fez refletir sobre a
fragilidade do mundo, como pode um simples acontecimento destruir todo o mundo
que nós conhecemos. Bem intrigante. Justin
Cronin tem uma escrita bem estruturada, há muitos momentos de tensão na
trama. Esse livro com certeza está nos meus favoritos, li e recomendo! PS: É
uma trilogia, por isso aguardem a continuação e também a adaptação para o
cinema (esse eu vou assistir). Aqui vai um trecinho pra deixar vocês na mais
pura curiosidade:
“Traga-os a mim. O caminho vai lhe mostrar o caminho.
Ela faria isso. Faria
isso. Porque estivera sozinha por muito tempo, com ninguém mais além dela, e
estava cheia de uma tristeza e um grande desejo de outros de sua espécie, um
desejo de não ficar mais sozinha.
Vá para o luar e encontre os homens para que eu os
conheça como conheço você, Amy.
- Amy? Quem é Amy?
E a voz disse:
Você.”