Autora: Rachel Gibson
Editora: Jardim dos Livros
Avaliação: 5 estrelas <3
De volta à sua cidadezinha para atender ao funeral do seu padrasto Henry, a bela cabeleireira Delaney é surpreendida com uma cláusula do testamento dele: se quiser receber a sua herança, ela deverá permanecer um ano inteiro na cidade e não ter "contato sexual" algum com o bad boy Nick, filho bastardo de Henry. Acontece que, dez anos antes, ela e Nick viveram uma paixão, e embora ele seja um mulherengo incorrigível, a proximidade de ambos reacende a antiga chama. Será Delaney capaz de resistir ao motoqueiro de conversa fiada?
Nick, meu gato, nem posso dizer o quanto amei passar esse tempo com você. Eu sei que foi um caso de uma noite só, mas não aguentei e tive que te conhecer de uma vez só. Não fique chateado, eu não te abandonarei, você irá ser sempre bem cuidado aqui no meu coração.
Tá, parei. Acho que vocês perceberam o quanto eu amei esse livro. Lindo, sensual, envolvente, ele te prende até o final (já que eu quase não parei nem para comer). Vou me utilizar do clichê "um romance de tirar o fôlego", porque é isso mesmo que acontecem. Rachel tem o talento de criar ótimas histórias ou eu estou numa fase muito romântica (na verdade, precisando de uma fase romântica, rs) e esse livro veio na medida certa.
A narradora é Delaney, primeiramente, ela é uma protagonista muito realística, daquelas que batem o pé no chão e são decididas mesmo, ela luta pela sua liberdade e não deixa isso escapar tão fácil. Já Nick é o famoso bad boy gato e perfeito, mulherengo, que não se importa com o que falam dele e que demonstra muita segurança.
“Tenho idade o suficiente para saber o que quero fazer com a minha vida. E não quero ir para a faculdade. Eu não quero fazer o curso de negócios, e não quero que ninguém me diga o que é melhor para mim. - ela respirou fundo, depois continuou. - Eu quero viver minha própria vida. Eu quero pensar em mim mesma primeiro. Estou cansada de tentar ser perfeita, quero poder fazer besteira como todo mundo. - ela pensou por um momento, depois disse: - Quero que todos me deixem em paz. Quero viver a vida, minha vida. Quero provar o bom da vida. Conhecer o lado negro. Quero viver um pouco.”
Com a volta de Delaney para Truly, uma pequena cidade distante de tudo onde sua família e Nick moram, para o enterro de seu padastro que é pai de Nick, mas que nunca tentou realmente ser pai deste, sentimentos há muito escondidos vêm à tona e ela não sabe como vai conseguir resistir ao charme de Nick. A versão dela do que aconteceu no passado é bem intensa e vamos descobrindo aos poucos até o ápice da história, onde é revelado.
“- Eu não faço amor- Você soa amargurado.- Por quê? Porque não confundo sexo com amor?”
Ponto para a história é que temos muitas partes narradas também por Nick e entendemos mais os seus sentimentos e desejos, o que ele realmente é. Acho que sem essas partes narradas por ele, não teria muita graça. Ele me lembrou muito Travis Maddox, só que mais adulto, portanto, mais maduro. Acho que Nick me conquistou... (todo mundo já percebeu, só que não consigo me controlar). Olha minha INVEJA da Delaney, inveja, inveja, inveja, porque quero o Nick Allegreza pra mim <3, dá uma espiada nesse trecho e aposto que vai concordar comigo:
“(…) — Você ia me atropelar no outro dia, minha gata?
Ela tentou não reagir.
— Não me chame desse jeito, por favor.
— De que jeito? Minha gata?
— Sim.
— Por que não?
— Porque não gosto.
Nick não estava nem aí para o que ela gostava. (…)”
O que me desiludiu neste livro perfeito foi a revisão da editora, péeeeeeessima. Conseguiram engolir palavras, trocar verbetes, deixar alguns trechos meio confusos e sem concordância. Achei a diagramação e a capa muito boas, mas no que compete a edição, foi só isso. Odeio quando os livros vêm assim, caso a edição estivesse melhor, teria entrado para os meus favoritos, sem dúvida.
Achei muito engraçado o contrato que Henry, padastro de Delaney e pai de Nick, fez sobre a herança, ri demais. Ele manipulou as coisas direitinho. Gwen, a mãe de Delaney, é chatinha.
Muitos desencontros, frases não ditas: a receita para um bom romance. Encerro a resenha parabenizando a Rachel pelo ótimo chick-lit e SIM, EU DEFINITIVAMENTE RECOMENDO, apesar dos defeitinhos que apontei. Acho que poderia citar o livro inteiro...
“Amá‑lo a havia deixado cega, fazia‑a girar e a deixava zonza. E tão confusa que sentia vontade de rir e chorar ao mesmo tempo e talvez de deitar e não se levantar até conseguir organizar seus pensamentos.”
Só lembrando: o NICK É MEU!

